Sentimentalismos e Outras Esquisitices


24/01/2014


Por Sandra Lara

Tudo parece ser tão fácil na teoria. Tudo é tão claro, simples e óbvio, porém na prática as coisas complicam um pouco. Será que é por isso que muitos sonhos não são levados a diante? Será que este é o motivo pelo qual muitos de nós em algum momento da vida, ou então em muitos momentos, deixamos a coisa como está para não causar ou sentir dor?

Para conseguir realizar algumas coisas seria necessário abrir mão de outras? Seguir dois caminhos é algo improvável? Realmente seguir dois caminhos ao mesmo tempo é algo impossível, porém nada impede que ao percorrer alguns metros paremos e optemos por abortar este plano e seguir o caminho recusado outrora. Esta é a graça da vida, poder tomar decisões e não ter a obrigação de não recuar. Na alegria e na tristeza somente para os amantes, e ainda assim, até certo ponto.

Quantas foram as vezes que colocou a cabeça no travesseiro e rezou para acordar com as respostas? Que conte ovelhinhas com soluço quem nunca se viu numa situação destas. Quem não gostaria de ter um guru para lhe dizer quando e como agir? Bem, sabemos que gurus não existem, que o único “sabedor” do verdadeiro caminho a ser seguir somos nós mesmos. Sim, porque no fundo sabemos qual é o melhor caminho a seguir, embora muitas vezes fiquemos paralisados pelo medo, ainda assim sabemos.

Tomada a decisão qual é o próximo passo? Sabemos que na imaginação tudo funciona, mas e na vida real? Acredito piamente que o maior e mais grave dos erros é ler contos de fada, se tivesse que mudar algo no meu passado seria isto, nunca teria lido contos de fada, afinal de contas, fadas madrinhas, varinhas de condão e aquele vestido démodé para ir ao baile? Nem pensar.

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 13/12/2013

Escrito por Sandra Lara às 19h53
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12/01/2014


Escolhas

Por Sandra Lara

Felizmente podemos escolher as companhias que temos. Felizmente nos foi dada a graça de escolher com quem queremos estar neste ou naquele momento. Normalmente os escolhidos se escolhem também, aí acontecem as grandes amizades, as grandes paixões, que se transformam em grandes amores (ou não), as grandes parcerias e por aí vai.

Precisamos entender que quando estamos do lado de alguém que não nos faz bem a única alternativa é tomar um banho de ervas ou de sal grosso e despachar o “miserento”. Atenção ao que falei, esta é a única alternativa, não tem outra opção, é despacho e pronto. Qualquer atitude contrária que você tomar, pode e irá lutar contra você. Não se iluda, não pense que com você será diferente. Somos todos iguais nas nossas diferenças, mas nunca seremos todos diferentes nas nossas semelhanças.

Não tenham pena das carinhas bonitinhas, dos tipos sedutores ou dos simpáticos. Fuja, fuja léguas de quem não quer estar contigo, que sempre te deixa em segundo plano. Corra maratona se preciso for, mas afaste-se de quem te trata com indiferença. Acredite quando falam que quem gosta encontra tempo para dedicar ao outro, que quem gosta respeita. Pare e pense, como você trata os que ama? Como as pessoas que se gostam agem umas com as outras?

Falo do encosto masculino, porque sou mulher, mas existem muitos encostos de saias por aí. E olha que mulher quando dá para azucrinar um homem, sai de baixo e corre mais algumas léguas, porque somos um raça caninana quando queremos. De qualquer forma, seja homem ou mulher, lembrem-se que isto vale para toda e qualquer companhia, não só para romances... A menos que queira continuar sendo a opção por falta de opção, aí... Bem, aí manda ver, só toma cuidado para não ser chamado para cuidar das rodovias por aí, afinal, será um excelente tapa-buraco.

 

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 29/11/2013

Escrito por Sandra Lara às 00h35
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30/12/2013


EVOLUÇÃO?

Por Sandra Lara

O ser humano está em constante evolução, já dizia Darwin, porém esta constante evolução em alguns momentos assusta e até nos faz parar e pensar, a evolução está ligada a mudança que está ligada a eterna alteração de comportamento, de pensamento, de envolvimento ou discernimento?

Bom seria, caso conseguíssemos, manter uma harmonia no modo como vemos a vida, como a “ouvimos”, como levamos esta que muitas vezes, por falta de pulso e determinação, nos leva. Leva-nos para o buraco, para a falta do tal discernimento com as coisas e principalmente com as pessoas.

Não podemos, ou ao menos, não devemos esquecer que estamos o tempo todo “lidando” com pessoas que são o nosso espelho e semelhança, que muitos dos defeitos que apontamos no outro são os nossos próprios. Um pouco de empatia não faria mal a ninguém, ao contrário, nos faria muito mais humanos. Tentar ver o mundo através dos olhos do outro, tentar encontrar uma resposta para determinado comportamento ao invés de tirar conclusões precipitadas nos deixaria mais leves, não em tecido adiposo, sinto muito, mas em tecido coronal-encefálico.

Podemos escolher a dedo nossos amigos ou “achegandos”, podemos escolher a dedo o ambiente que queremos frequentar, é opcional estarmos em determinado lugar, com aquela pessoa ou aquelas pessoas. Seja relativo a vida pessoal ou profissional. Então fazer escolhas e depois agir como se estivéssemos com uma arma apontada na nuca é no mínimo ignorância. Prejudicar o outro com a desculpa de que não teve escolha, sinto muito, mas esta não cola desde que José jogava futebol com Jesus no campinho de chão batido em Jerusalém. E por falar em futebol, desde quando Pato e frango são aliados?

 

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 25/10/2013

Escrito por Sandra Lara às 22h23
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21/12/2013


Quem conta um conto aumenta um ponto?

Por sandra Lara

Em determinados momentos chego a pensar que caso o “contado” chegue somente com um ponto de acréscimo já está de bom tamanho, já que em muitos casos no final o que era para ser um cachecol virou uma blusa de tantos pontos que foram aumentados. Quem era Maria virou João, quem estava com um resfriado quase morreu de tuberculose e assim segue a teia de mal entendidos ou bem entendidos, porém mal intencionados.

Gostaria de pedir licença e comparar fofoca à piada. Normalmente piadas são “mexidas” de acordo com o público ouvinte. Quem é contador de piadas vai entender o que estou dizendo. Cada pessoa reage de uma forma. Não existem piadas ruins, e sim piadas mal direcionadas ou contadas à pessoa errada. É desperdício de tempo contar piada para quem gosta de drama, por exemplo. Assim como é desperdício contar piadas de sacanagem para os pudicos.

Com a fofoca a coisa rola da mesma forma que com as piadas. Normalmente quem repassa coloca um “floreio” para dar graça, tensão ou drama a situação e tornar-se interessante a ponto de ouvir do seu interlocutor, com cara de espanto, um: - Não acredito. Pronto, satisfação garantida ou o seu dinheiro de volta. O fofoqueiro sai satisfeito e o “co-fofoqueiro” vai dar continuidade a disseminação do fato como verdade absoluta. A vítima? Bem, esta, com o perdão da palavra, está mais perdida do que gato cego em dia de chuva. Quem já estava com problema, claro, porque se caiu em fofoca é caso de problema. Normalmente não se ouve fofocar do sucesso alheio, neste caso entra a inveja, mas este é outro assunto.

O maior problema da fofoca é que através dela podemos cometer uma grande injustiça. Podemos destruir sentimentos, e até pessoas, dependendo do grau de intensidade. Fico me perguntando, e se tentássemos ter um pouco de consciência na hora de fofocar. Como? Antes de contar algo, devemos parar e pensar se colocaríamos a nossa assinatura no que contamos. Não? Bem, neste caso...

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 18/10/2013

Escrito por Sandra Lara às 23h13
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12/12/2013


PORQUE NÃO BRIGA COM ALGUÉM DO SEU TAMANHO?

Por Sandra Lara

Esta semana vi notícias que me chocaram muito, todas de violência contra crianças. Fico me perguntando o que leva um ser humano, se é que pode ser chamado assim, a cometer um ato de tamanha crueldade contra uma criança. Depois que tive meu filho percebo a fragilidade e a inocência que carregam consigo. Não encontro outra forma de chama-los se não de monstros.

E se assim fica designado o nome para estas criaturas maléficas e desprovidas de qualquer tipo de sentimento bom, venho a público dizer que tive um monstro para chamar de meu. Com cinco meses de idade, minha mãe pensou ter encontrado uma babá perfeita. Filha de pais trabalhadores, moça de família e bem apessoada, queria trabalhar fora para ganhar seu dinheirinho, resolveu que cuidaria daquele bebê, faria um favor para aquela pobre mãe desesperada que precisava sair para trabalhar.

Fez o favor, fez o favor de bater e deve ter batido bem forte, porque segundo conta minha mãe quando voltava do trabalho e me segurava em seus braços, eu escalava o seu colo e segurava com tanta força que minhas unhas arranhavam o seu pescoço. Era um pedido de socorro é claro, um inocente pedido de socorro que o monstro observava sem dó ou piedade.

O monstro tinha um segundo nome, Rosa, e um sobrenome também, que não lembro e confesso que não tenho a mínima vontade de lembrar. Minha mãe, é claro, recorda o nome, sobrenome, cor dos olhos e dos cabelos, até um tique que tinha ao caminhar. Já pensei diversas vezes que gostaria de encontra-la um dia, já passei e repassei o que diria para ela, mas percebi, embora não tenha total certeza, de que não vale a pena, a menos que eu fosse dizer: - Desculpa por ter chorado naquele dia.

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 11/10/2013

Escrito por Sandra Lara às 20h29
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06/12/2013


PENSE BEM

Por Sandra Lara

Nunca teremos certeza sobre os sentimentos e pensamentos das pessoas que nos rodeiam. Este é um grande mistério que para nossa felicidade nunca deixará de ser um mistério. O “nunca” que nunca deve ser dito, aqui entra como um desejo particular. É claro que seria mais fácil saber o que o outro pensa e sente, mas será que gostaríamos de ter o poder de “ler” pensamentos sem cortes e sem edições? Se a resposta for positiva, vamos mudar a pergunta: Será que gostaríamos de ter nossos pensamentos lidos?

Como seria ter nossa mente invadida por leitores desvairados? Levando em consideração que nos dias atuais a privacidade está cada vez mais difícil de ser preservada, ter livre arbítrio nos pensamentos já está de bom tamanho. Fico imaginando quantos tapas na cara, quantos xingamentos e outras coisa mais veríamos nas ruas todos os dias, e porque não em casa, já que pensamento não tem tramela, seria um tal de "sem-vergonha" para lá e para cá, para não exemplificar com tantas outras palavras de baixo calão que conhecemos.

Já dizia Paulo Freire, "somos seres incompletos, inacabados ou inconclusos". Através disto podemos ter a dimensão do que esperarmos do nosso próximo e de nós mesmos. Não tem como cobrar a perfeição de um ser imperfeito. O que podemos e devemos cobrar é o bom caráter, a boa conduta, a verdade e tantas outras coisas que deveriam definir a pessoa como confiável ou não.

Nós, os seres humanos, somos tão complexos quanto um cubo mágico, ou de rubik. Coloridinhos e convidativos até chegar perto, depois passamos a ser complicados, estressantes e podemos causar dependência. Felizmente não é somente a complexidade que toma conta de nós. Não podemos esquecer que nossa raça é extremamente interessante, tanto que os ETs nos abduzem desde que me conheço por gente. Não, eu nunca fui abduzida, com certeza tem uma ordem em algum lugar de Marte que proíbe abduzir mulheres que sofrem de TPM crônica, acabaria com a harmonia dos casais marcianos, posso até ver as marcianinhas dando de dedo em seus “marciaridos” e dizendo: - Olha só como sou boazinha.

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 04/10/2013

Escrito por Sandra Lara às 22h20
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29/11/2013


NEM FREUD EXPLICA

Por Sandra Lara

Reza a lenda, na terra dos Pinóquios felizes, que o macaco miúdo do rabo prateado, cuidando o cacho de banana do macaco vizinho por dias e dias a fio, rindo da forma que o outro guardava, tirava, descascava e comia suas bananas acabou deixando o seu próprio cacho de bananas apodrecerem sem ter aproveitado uma banana sequer. No final das contas, sem bananas, sentou e teve de se contentar com as únicas coisas que lhe restaram, chupar o dedo e catar piolhos.

Alguém saberia me dizer por que mesmo sentindo que suas bananas lentamente apodreciam, ainda assim o “doce” macaquinho continuava olhando para o rabo, ou melhor, para as bananas do vizinho? Porque ele não parou de meter o bedelho onde não era chamado e tratou de cuidar do que lhe pertencia? Será que por acreditar que viemos do macaco muitos de nós, ou melhor, todos nós, demonstramos uma certa gula por doce de bananas, alheias?

Será que algum dia o ser humano chegará a um patamar de evolução mínimo, onde o pré-requisito é um pingo de amor ao próximo, em todos os momentos e não só quando lhe convém? Será que em algum momento da vida iremos parar e pensar que quem sabe a hora de calar chegou? Quando iremos parar e pensar que uma palavra dita por nós pode fazer o outro colocar a cabeça no travesseiro, se martirizar, sofrer e chorar, enquanto a nossa descansa em travesseiro de plumas de gansos irlandeses?

Existe um modelo de comportamento perfeito a ser seguido? Espero que não, porque um mundo politicamente correto seria extremamente chato, que o diga quem é adepto das redes sociais, onde todos são filósofos, justos, corretos e amorosos. Ainda bem que Freud foi cremado, porque caso contrário reviraria no túmulo a cada postagem filosófico-deprimente.

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 27/09/2013

Escrito por Sandra Lara às 19h59
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23/11/2013


Amor fraterno amor

Por Sandra Lara

Há pouco mais de quatro anos não me passava pela cabeça que seria mãe. Quase todas as mulheres em tenra idade pensam em casar e ter filhos, não fugia a regra, porém depois de algum tempo, leia-se anos, abortei a ideia temporariamente. Outros sonhos roubaram o lugar na fila, com a minha autorização e aceitação. Porém, os deuses zombaram do meu livre arbítrio, e pouco antes de entrar para o time das balzaquianas me vi grávida, assustada, mas completamente feliz.

Hoje, passados quase cinco anos, olho para a minha cria e não consigo imaginar o mundo sem ele, não consigo lembrar como eram os meus dias sem tê-lo por perto. Embora em alguns momentos tudo o que quero é encontrar o botão de liga e desliga. Não tem como não ter encantamento, orgulho e lapsos de incredulidade por ter colocado no mundo este serzinho tão completo.

Oh! Devoção, que devoção é esta? Hoje, compreendo facilmente como alguns pais conseguem criar um monstrinho. É preciso força, muita força para não ceder aos doces lamentos saídos de tão doces lábios. É preciso ser forte além da conta, é preciso ser mestre para conseguir olhar nos olhos lacrimejantes, daquelas carinhas de beiço caído em clemência e dizer “não”.

Quando o vejo dormir não consigo parar de olhar, meu coração se enche de amor e é nestes momentos que não tenho dúvidas. Deus existe. Que outra resposta teria para este milagre?  Percebo que não preciso muito para ser feliz. Ouvi-lo dizer que me ama enquanto enlaça os braços pelo meu pescoço me faz esquecer todos os problemas. Este é o amor mais puro e verdadeiro. Aliás, crianças são muito verdadeiras, quer uma prova? Ouço todos os dias ele dizer que sou a mãe mais linda do mundo...  O que foi? Crianças são sinceras... #deixaeumeachar

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 20/09/2013

Escrito por Sandra Lara às 21h31
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16/11/2013


E AGORA?

Por Sandra Lara

Tudo parece ser tão fácil na teoria. Tudo é tão claro, simples e óbvio, porém na prática as coisas complicam um pouco. Será que é por isso que muitos sonhos não são levados a diante? Será que este é o motivo pelo qual muitos de nós em algum momento da vida, ou então em muitos momentos, deixamos a coisa como está para não causar ou sentir dor?

Para conseguir realizar algumas coisas seria necessário abrir mão de outras? Seguir dois caminhos é algo improvável? Realmente seguir dois caminhos ao mesmo tempo é algo impossível, porém nada impede que ao percorrer alguns metros paremos e optemos por abortar este plano e seguir o caminho recusado outrora. Esta é a graça da vida, poder tomar decisões e não ter a obrigação de não recuar. Na alegria e na tristeza somente para os amantes, e ainda assim, até certo ponto.

Quantas foram as vezes que colocou a cabeça no travesseiro e rezou para acordar com as respostas? Que conte ovelhinhas com soluço quem nunca se viu numa situação destas. Quem não gostaria de ter um guru para lhe dizer quando e como agir? Bem, sabemos que gurus não existem, que o único “sabedor” do verdadeiro caminho a ser seguir somos nós mesmos. Sim, porque no fundo sabemos qual é o melhor caminho a seguir, embora muitas vezes fiquemos paralisados pelo medo, ainda assim sabemos.

Tomada a decisão qual é o próximo passo? Sabemos que na imaginação tudo funciona, mas e na vida real? Acredito piamente que o maior e mais grave dos erros é ler contos de fada, se tivesse que mudar algo no meu passado seria isto, nunca teria lido contos de fada, afinal de contas, fadas madrinhas, varinhas de condão e aquele vestido démodé para ir ao baile? Nem pensar.

 

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 13/09/2013

Escrito por Sandra Lara às 15h02
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09/11/2013


Deixa a vida me levar...

Por Sandra Lara

Experimente tomar banho de chuva e sentir a energia do céu, a energia desta água sagrada que nos abençoa da cabeça aos pés. E se olharmos as nossas aflições por outro ângulo? E se ao invés de passar noites em claro pensando na gravidade dos nossos problemas, no quanto estamos sofrendo, parássemos para enxergarmo-nos com a situação já resolvida? Sabemos que é difícil, mas e se ao menos tentássemos? Tentativas, de pensamentos em especial, oneram? Geram custos?

Desde a semana passada, assim que finalizei meu último texto não parei de pensar no trecho desta música, que para mim passa uma mensagem clara e direta de que é preciso abnegar pensamentos carregados de planos e ir em frente. Caso um time de futebol ficasse só no esquema tático? Se não tivesse treino? E se o juiz não apitasse o início de jogo? Haveria gols? Haveriam campeonatos conquistados?

Desde que meu camarada, Newton, enunciou a Lei da Inércia ou a sua primeira Lei é sabido que sair do estado de movimento repetitivo ou da tal da “inércia”, exige força. É, voltamos à fenda, ou você salta logo de uma vez ou então se mantem na chamada... Como podemos chamar a roda que não é viva?

É possível viver uma vida inteira sem tomar atitudes que são necessárias para que tomemos as rédeas do nosso destino? Ao invés de cantarolar “deixa a vida me levar, vida leva eu...”, que a principio parece ser um hino perfeito a ser seguido, não seria melhor mostrar a que viemos? Fala sério, até quando vamos aceitar as sobras da vida?

Sei que não sou o Coiote, que vive em apuros pelo insucesso nas armadilhas para o Papa-Léguas, portanto não posso sair por aí me atirando de precipícios e voltar com vida caso meu plano seja um fracasso, porém não posso dar uma de Pinky e Cérebro e passar o resto dos meus dias traçando planos complexos para conquistar o mundo, bem... A menos que eu esteja trabalhando para o serviço de espionagem americana.

 

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 06/09/2013

Escrito por Sandra Lara às 12h38
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01/11/2013


Medo?

Por Sandra Lara

De quem depende a minha felicidade? De quem depende a sua? Quem é o responsável? Espere aí, ninguém fará nada? Até quando iremos esperar que outra pessoa traga soluções para nossos problemas, nos mostre o caminho, nos diga o que é  certo e o que é errado? Quem nos mostrará como vencer nossos medos?

Certa vez, um garoto que sabia muito pouco sobre a vida falou: - A coragem é a primeira das qualidades humanas, porque é a qualidade que garante as demais. Este garoto teve um pequeno significado para uma nação, se não estou muito enganada ele respondia por Sir Winston Chur... Chur... Churcill. Alguém já ouviu falar nele?

Quando iremos tentar vencer nossos medos? Quando daremos o primeiro passo? E quem será mais ousado e dará o segundo passo mesmo que cambaleou no primeiro? Afinal, não é assim que aprendemos a caminhar? Espera um pouco, isso mesmo, aprendemos caminhar, o primeiro passo já foi dado um dia. Em algum lugar no passado nos lançamos por uma corda bamba com destino aos braços da nossa amada mãe ou do braço de sofá mais próximo. Já parou para pensar quanto você calculou neste dia, medindo minuciosamente os espaços para que nada desse errado?

Nenhuma... Aposto. Não sabendo que era impossível, foi lá e fez. Esta frase que oras é atribuída a Jean Cocteau outras a Mark Twain, sim, fui pesquisar, diz muito sobre os nossos medos. Na maior parte do tempo ele impede que tomemos muitas decisões, estas que poderiam ter sido cruciais para grandes feitos, grandes conquistas... Quem sabe esquecendo o medo você encontre o emprego dos sonhos, o grande amor, consiga fazer aquele jantar especial ou então compre uma ilha no Caribe?

Será que o nosso inconsciente aguarda ansioso a chegada do mágico de Oz com a poção mágica dada ao Leão Covarde garantindo a coragem prometida? Todos os outros animais da floresta naturalmente esperam que eu seja corajoso, diz o pobre bichano. E nós? Até quando vamos culpar o outro ou esperar por ele? Lembremo-nos do que diz o ditado “Não se salta uma fenda em dois pulinhos”.

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 30/08/2013

Escrito por Sandra Lara às 22h07
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26/10/2013


Os deuses devem estar loucos...

Por Sandra Lara

Nosso país parece estar desabando e eu continuo me preocupando com o que o fulano, beltrano ou esquisitâno acharam da combinação de poá com floral que usei na minha última aparição “pública-virtual” de uma foto postada, curtida, porém, criticada mental ou verbalmente por alguns ou muitos dos seguidores. Pseudo amigos, esbraveja o alvo das críticas indignado.

Porque nos preocupamos mais com as roupas do que com os ideais? Já parou para pensar que caso as roupas valessem mais do que qualquer coisa, Lewandowski e companhia estariam numa comemoração e não num mensalão? Quem não quer estar com uma roupa bacana? É natural do ser humano ter vaidade, é saudável, porém quando esta passa a ditar as regras, algo está errado.

Você quer agradar os Gregos, os Troianos e Pudicos? Puxa! Boa sorte então, mas já adianto que não será fácil. Eles, esses seres maléficos vindos do planeta dos super-corretos, não são fáceis de agradar? Pegam no seu pé, metem o dedo no seu nariz e dizem sem dó nem piedade que você não passou no teste de hombridade, beleza, sutileza, etc e tal? Dói? E a dor é só nossa, não é? Claro, no outro não dói.

Falar mal de alguém é libertador, faz nossos defeitos parecer pequenos, nosso sofrimento ser menor, faz nossas derrotas terem gosto de vitórias. Você percebe que raramente falamos mal de quem está bem? Geralmente o alvo é alguém que está “abaixo” de nós.

Dinheiro público tornando-se particular já não é mais novidade. Mensalão? Palavra corriqueira. APAE fechando?  Não é piada de mau gosto. É pra cortar gastos, discursam, devemos cortar o supérfluo, o dispensável, o que dá gastos e não traz retorno. Fecha a APAE, sugere o distinto senhor. Claro, porque não pensaram nisto antes. Uma salva de palmas ecoa entre os seres tidos como pensantes em nosso país. Pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é Pimentel? Uma última pergunta, quem assinou este terno que o senhor está usando?

 

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 23/08/2013

Escrito por Sandra Lara às 12h34
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18/10/2013


Deprê o quê?

Por Sandra Lara

Quem nunca se perguntou: - O que estou fazendo aqui? Para que vim ao mundo? Quem nasceu primeiro: O ovo ou a galinha*?  Questionamentos totalmente aceitáveis, porém, todo aquele que para em algum momento da vida para refletir sobre isto deve estar ciente de que não existe uma resposta, ao menos não uma dada como verdadeira.

Cada qual com a sua verdade, cada qual com o seu jeito de ver o mundo. Parar para repensar é um grande sinal de que alguma coisa não vai bem, seja no trabalho, na vida pessoal ou na rodovia SC 453. Vivemos num momento em que muitas pessoas estão depressivas, altamente depressivas. A depressão deve ser a doença do século, mas se não for, que não fique deprimida, pois está quase ganhando o posto.

Que erga o dedo quem não tem alguém da família, um amigo ou um conhecido que sofre deste mal? Se você não ergueu o dedo, parabéns considere-se alguém de muita sorte ou alguém com poucos amigos, com uma família muito pequena ou... Caramba, vou te apresentar para algumas pessoas, você é uma pessoa solitária, não está com depressão?

Questionamentos são saudáveis e nos fazem ver o mundo por outro ângulo, se melhor ou pior já não vem ao caso, mas quando os questionamentos são carregados de um tom dramático-escuro ou neon, preste atenção, você pode estar deprimido.

Quando no final de todo questionamento a resposta que você alcança é negativa, sirene vermelha, alerta para a sua saúde. Quando ao final de cada questionamento você consegue filosofar, você pode ser somente um liberto questionador, ou não, quem sabe você sofra de “perguntice crônica maçante”. Em qualquer um dos casos devemos ficar atentos. Para quem se descobre depressivo: Médicos e medicamentos. Para os eternos questionadores: Respostas. Já para os do terceiro caso: Bem... As redes sociais.

*Tenho quase certeza que quem veio primeiro foi a galinha, mas qualquer dúvida, cartas para Noé, afinal, quem colocou um casalzinho de cada animal na arca foi ele e não eu.

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 16/08/2013

Escrito por Sandra Lara às 06h57
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12/10/2013


Por Sandra Lara

Quem procura acha ou quem espera sempre alcança? Minha cabeça literalmente deu um nó, será que posso procurar e esperar ao mesmo tempo? Afinal, quero achar, mas se achar e não conseguir alcançar por não ter sabido esperar? Ops! Nó geral. Algum marinheiro passou por meu cérebro levemente descompensado pela confusão de certos questionamentos e fez grandes amarrações.

Preciso de respostas para estas contraditórias afirmações. Alguém saberia me dizer o que levo em consideração no momento de decidir entre uma delas? Quando a procura torna-se a melhor das opções? E a espera, onde entra?

Confesso que toda vez que a palavra esperar me vem a mente visualizo alguém de braços cruzados esperando até que a luz divina desça com as soluções, de preferência no colo do pobre “esperador” já que este a esta altura já está cochilando de tédio, ou não. Até porque existem aqueles que esperam deitados no sofá assistindo a reprise do vale a pena ver de novo felizão da vida.

E se, realmente, quem procura acha, porque devo esperar para alcançar? Pronto, olha o esperar sendo cortado mais uma vez. Procurar 2 X 0 Esperar. E quem nunca ouviu um: - Olha só, cuidado, quem procura acha. Bem, Procurar 2 X 1 Esperar. Mas aí me pergunto, não seria melhor encontrar de uma vez ao invés de ficar esperando uma vida inteira para no final descobrir que viveu de ilusão? Procurar a verdade não é sempre a melhor opção? Corrigindo placar, Procurar 3 X 1 Esperar.

Bem, se a vida é um jogo, cada um tem uma tática, que pode dar certo para um time e errado para o outro. Portanto cada um terá que decidir se vai ficar esperando o bonde passar ou vai pegar logo este trem, digo, bonde, e ir em frente. As opções são muitas, mas as escolhas poucas e envolvem muitas questões que na maioria das vezes não implica somente no ir ou ficar.

O esperar ou procurar vai depender do bom senso de cada um, do momento, da capacidade de envolvimento e isto, infelizmente, não é vendido em cápsulas nas farmácias. Ambas as afirmações são sábias quando bem usadas. Esperar pela colheita a partir do momento que o plantio foi feito ou então procurar soluções para encontrar o melhor terreno, as melhores sementes e até a melhor lua, mas a astronomia deixe para outra hora, de preferência para os astrônomos.

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 09/08/2013

Escrito por Sandra Lara às 15h12
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04/10/2013


DOR DE COTOVELO

Por Sandra Lara

Porque gostamos tanto de buscar trilha sonora, triste, para embalar nossos momentos melodramáticos, com motivos reais ou realmente criados em nossas mentes tão cheias de imaginação? Sentimentalizar tudo o que nos acontece é algo saudável ou só faz com que nossos canais lacrimais tenham trabalho extra e nossos corações sejam testados e aprovados, ou não, por tanta pressão sentimental?

Coincidência ou não na maioria das vezes as trilhas dramático-sonoras estão ligadas as dores de amor. Pateticamente, digo, hipoteticamente falando, se a felicidade é um estado de espírito, porque nossos espíritos vieram ao mundo querendo viver Shakespeare ao invés de Grande Otelo? Seria para o nascimento dos grandes poetas ou simplesmente para que gargalhadas não ecoem no mundo, já que precisamos de mais água do que poluição sonora?

O sofrimento, real, é comovente, o sofrimento “alimentado” é digno de esconjuros pragmáticos. Quem nunca teve um amigo ou um achegado que toda vez que chega uma nuvem cinza vem atrás? Quem nunca teve vontade de deixar o pobre “reclamento” falando sozinho? Fico imaginando, se os pobres mortais gostam de dramatizar com as melodramáticas canções, o que faz este pobre coitado? Coloca um velho disco do Eric Clapton para ouvir Tears in Heaven ou então Outra Vez, na voz de rei Roberto Carlos, “me esqueciiiii de tentar te esqueceeeer”, e se automutila com um alfinete enferrujado?

Não seria mais fácil colocar uma trilha sonora para levantar o astral ao invés de escolher a dedo aquelas velhas canções, já testadas e aprovadas, por causar dor e ranger de dentes?

Seria, poderia, mereceria, mas não é esta a intenção. Nenhum ser humano, “normal”, se deixa passar para traz num momento de sofrimento. Se for para sofrer, quem sofre mais sou eu, se for para chorar, quem chora mais sou eu. Afinal, estamos preocupados é com a profundidade do nosso umbigo, mas oremos, digo, lembremos...  Umbigos nem sempre são ou estão limpos. Já olhou seu umbigo hoje? Amém.

- Texto publicado no Jornal A Folha - de Videira/SC - no dia 02/08/2013

Escrito por Sandra Lara às 21h36
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